27/03/2008

A era do RSS
 
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O especialista em Internet Eduardo Favaretto garante que, em pouco tempo, nenhum site de informação sobreviverá sem os feeds RSS. 

Você já deve ter reparado em sites que trazem em suas páginas um ícone alaranjado com as letras RSS, XML, ATOM ou simplesmente um retângulo laranja entrecortado por semicírculos. Pois bem, são os feeds (fontes) RSS, um recurso desenvolvido em XML que serve para distribuir notícias e conteúdo de sites e blogs.

Segundo Eduardo Favaretto, especialista em Internet e fundador do iBUSCAS, o RSS nasceu em 1997, criado por Dave Winer, o primeiro blogueiro do mundo. O formato tomou corpo pela confluência de duas tecnologias: a Really Simple Syndication e Rich Site Summary, que mescla recursos em RDF (Resource Description Framework) e XML (eXtensible Markup Language).

Favaretto acredita que atualmente quase todos os sites de notícias ou portais de informação já distribuem seu conteúdo também por RSS. Na prática, significa que os internautas podem ficar sabendo das atualizações de um site sem precisar visitá-lo diretamente: “É um recurso eficiente que aumenta a visibilidade de um site e economiza tempo do usuário. Quando o assunto divulgado desperta interesse, o usuário também visita outras páginas do site para aprofundar-se no conteúdo”, garante o especialista.

Depois de se inscreverem, via programas chamados “agregadores”, “feed readers” ou “leitores de feeds”, que podem ser baixados gratuitamente e instalados no desktop ou usados diretamente on-line na Internet, os usuários são notificados automaticamente toda vez que alguma novidade é postada no site. Esses programas permitem o recebimento rápido de notícias ou informações, sincronizadas com os respectivos fornecedores de conteúdo.

Por meio de uma única interface, o usuário pode ter acesso a tópicos sobre determinado assunto, das mais variadas fontes e somente ler aqueles que lhe interessam. “Eu já cheguei a ler até 100 fontes de notícias num único dia, dos assuntos mais variados possíveis, desde dados sobre a campanha presidencial norte-americana até os últimos boatos geeks a respeito de tecnologias emergentes e tenho certeza que só consegui realizar a tarefa devido ao uso do agregador e a disponibilidade do recurso RSS das diversas fontes de informações que escolhi”, comenta Favaretto.

Em blogs, a maioria dos provedores já fornece o serviço RSS agregado. “O conteúdo de suas páginas fica no seu site, com banners, propagandas, senhas e tudo mais. O feed normalmente traz chamadas ou manchetes, um resumo e um link para a referida página”, sintetiza.

Para Favaretto, os sites de informações sem a utilização de feeds RSS serão esquecidos em pouco tempo. Segundo ele, os feeds RSS não servem apenas para conquistar novos visitantes, mas para fidelizar aqueles usuários atuais e aumentar o número de visitas ao site.

Ele compara o serviço de RSS ao das “e-newsletters” ou newsletters eletrônicas, oferecidas por websites para manter seus leitores atualizados. “A diferença é que o RSS é um canal de comunicação direto com os usuários, sem que eles precisem fornecer um endereço de e-mail”, revela Favaretto.