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  Eduardo Favaretto  |  13/02/2010  às 08h27
* Empreendedor, Especialista em Internet
 Surpresa nas estatísticas de publicidade on-line em buscadores e portais

No início do segundo semestre de 2009, iniciamos o desenvolvimento de uma ferramenta on-line para medição estatística do comportamento de anúncios publicitários na Internet: o iBUSCAS Stats. Focado principalmente para desvendar algumas pistas que permitam ade
quar campanha de divulgações on-line com resultados diretos em negócios concretizados, a ferramenta tem o objetivo de ligar as duas pontas: de um lado os anúncios, de outro a lista de prospects ou futuros clientes.
  
O iBUSCAS Stats é parte integrante do serviço brasileiro ::buscas.com (em reestruturação), mas já pode ser usado na medição de campanhas de publicidade on-line por algumas empresas que possuem projetos atendidos pelo iBUSCAS.

Devido sua versatilidade é possível integrar a medição estatística de anúncios publicitários inseridos em diversos sites, tais como, buscadores e portais e gerar relatórios compilados com a comparação de desempenho entre eles, filtrado por anúncio, por campanha, por período de tempo, etc.

Para simular seu funcionamento na prática, temos administrados algumas campanhas on-line para um grupo restrito de clientes e com isso pudemos comprovar grandes variações entre cada serviço de mídia on-line que publica os chamados "links patrocinados", "buscas patrocinadas" ou SEM (Search Engine Marketing).

Para aqueles que nunca ouviram falar deste assunto, explico melhor. Com a popularização da Internet, os buscadores e portais web passaram a comercializar espaços publicitários on-line de baixo custo, no formato texto, semelhante a um classificado: um título, um bloco de texto resumido e um link remetendo a uma página na Internet. Rapidamente tornaram-se uma alternativa à publicidade tradicional (anúncios feitos em jornais, revistas, páginas amarelas, etc.), com a inclusão de três diferenciais inusitados: 1) os anúncios on-line poderiam ser medidos e rastreados, permitindo a avaliação de sua eficiência; 2) você escolhia um grupo de palavras chaves relacionadas ao conteúdo do seu anúncio que permitisse o direcionamento filtrado do público alvo; 3) o conceito de "marketing de performance" na tarifação, ou seja, você só seria cobrado quando algum usuário clicasse em seu anúncio.

Tentar extrair informações estatísticas de forma individualizada de cada painel de controle dos três serviços de publicidade on-line avaliados (Google, Yahoo e UOL), não foi uma tarefa fácil. No período de 6 meses fizemos 6 campanhas com 3 anúncios diferentes em cada uma delas. Por exemplo, na tabela ao lado obtida de um dos anúncios publicados, identificamos uma variação sensível do número de cliques recebidos: 1851 no Google, 310 no Yahoo-Bing e 90 no UOL. Isso para nós foi uma surpresa, pois não fazíamos idéia de alguns resultados que apareceriam, como por exemplo, as gritantes diferenças de desempenho, pontos fortes e fracos de cada uma destas mídias on-line.
No quesito CTR* (Click Through Rate, ou Taxa Relativa de Cliques) da tabela, fiz questão de alterar a relação para cada 1 mil visualizações ao invés de apenas 100, para simplificar o entendimento da taxa obtida. Ou seja, seu significado é: a cada mil vezes que o anúncio foi visualizado (exibido) este recebeu "n" cliques. Assim, conforme a tabela, a cada mil vezes que o anúncio foi exibido no Google, praticamente foi clicado por 2 pessoas apenas.

Interessante notar 3 conclusões óbvias, mas não intuitivas, ao consultar esta tabela e os gráficos a seguir:
1) O buscador Google reportou um número grande de cliques (82% do total) e o portal UOL um número imenso  de visualizações/exibições (59% do total). Mas nos dois casos tive a sensação que a qualidade do visitante não agradou. Explico melhor: a campanha estava ativada na "rede de conteúdo" do Google, ou seja, a ampla maioria dos cliques vieram das veiculações publicitárias via o serviço AdSense do Google (ao invés de diretamente das caixas de buscas, principal e de parceiros), com um custo mínimo por clique (cerca de R$ 0,15 médio). Já como o portal UOL atrela a exibição do anúncio de acordo com o conteúdo das páginas onde este pode ser inserido (não veicula os anúncios diretamente quando uma palavra chave específica é buscada por um usuário), o número de vezes que o anúncio é impresso (exibido ou visualizado) é imenso, da ordem de milhões de vezes e nem sempre (na ampla maioria das vezes) é clicado pelo usuário;

             

2) A taxa de CRT do Yahoo-Bing foi na maioria das vezes melhor que os demais (Google e UOL) - neste caso contribuiu com 83% do desempenho de qualidade da campanha. Trocando em miúdos para você entender corretamente: isso pode sugerir que o público que visita o Yahoo-Bing é um público mais focado no assunto que procura, ou seja, o anúncio precisou de um número muito menor de exibições para despertar o interesse de ser clicado por quem estava visualizando-o. Ou ainda, nesse raciocínio de "exibição+qualidade de público", a ampla maioria de cliques provenientes destes ambientes não vieram de sites de "rede de conteúdo" e sim diretamente da caixa de busca das ferramentas (site Yahoo e site Bing/Microsoft);

3) A ampla maioria das pessoas que clicaram nos anúncios on-line fizeram entre o período das 10h00 às 20h00. Ou seja, os "consumidores on-line" não estão animados [ou despertados] para o consumo [ou para os cliques publicitários] logo nas primeiras horas da manhã, mas por outro lado, ampliam seus interesses em aquisições além do limite tradicional das 18h00 (término do horário comercial na maioria dos negócios). Isso pode sugerir às empresas a necessidade de ajustarem suas estruturas para prever atendimento de consumidores além das 18h00 como um diferencial competitivo.

Tem muitas outras conclusões a respeito, mas vou parando por aqui para não "esticar" ainda mais esta postagem.

Em resumo: para que seus anúncios on-line sejam amplamente exibidos, opte pelo UOL e Google com a "rede de conteúdo" ativada. Para obter melhor qualidade da resposta de público, opte pelo Yahoo-Bing e refina sua campanha no Google para participar apenas dos resultados da caixa de busca dirigida, respondendo diretamente às necessidades dos usuários que procuram por palavras chaves associadas ao seu anúncio.
Talvez você desembolse mais $$$ por cada clique (sua verba de campanha deverá ser maior), mas acredito que os resultados serão bem diferentes.

É o que eu vou fazer por aqui - uma experimentação de uma nova série de campanhas com foco nas caixas de buscas apenas. Um verdadeiro SEM (Search Engine Marketing) bem dirigido. Quando terminá-la apresento os resultados nesse blog.

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