04/08/2008

Da era da informação para a era da recomendação
 
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Como a economia da reputação poderá transformar o dia-a-dia das empresas, a forma de concretizar e identificar novas oportunidades de negócios, baseadas na contribuição real e espontânea de milhares de pessoas.


Nunca houve um momento tão revolucionário no mundo como o vivenciado no momento. O conhecimento instantâneo que os buscadores na Internet oferecem, igualou o acesso às informações, antes privilégio de profissionais ou indivíduos bem informados, a qualquer usuário comum, amador, aquele que sequer algum dia ouviu falar sobre um determinado tema. A “Era da Informação”, advinda da Internet, já não atende às necessidades de relacionamento concreto, real, entre pessoas e empresas. A imensa carga de conteúdo despejada diariamente nas mentes dos indivíduos, ao invés de ajudar de forma prática, geram a dispersão de assuntos e ainda mais dúvidas para a tomada de decisões rápidas e certas.

Nota-se uma migração quase imperceptível, contínua e duradoura da “Era da Informação” para a “Era da Recomendação”. O mercado já não dita mais as regras do consumo, campanhas publicitárias caríssimas deixam a desejar, a costumeira visibilidade de marcas famosas e as formas tradicionais de divulgações patrocinadas já não são perpetuadas pelos departamentos de marketing das companhias. Onde se está e para aonde se chegará?

Não é sonho, é pura realidade. Agora quem está no comando de tudo são os usuários [consumidores]. Eles sabem o que querem e o que não querem, com a liberdade para diferentes escolhas sem precedentes. Para acordar para o mundo pós-Internet, você precisará de novas ferramentas: aquelas que você sempre usou não servem mais.

O volume de informações disponíveis na Internet multiplica-se mês a mês, ainda sem um número estatístico mensurável de forma exata – boatos sugerem que a Internet dobra de tamanho a cada 9 meses, como se novos “filhotes de informações” fossem agregados entre estes períodos.
Segundo o estudo “The Domain Name Industry Brief”, editado em junho de 2008 pela Verisign, empresa da área de segurança de redes, Internet e telecomunicações, mais de 162 milhões de nomes de domínios já estão em uso no mundo – o Brasil já possui 1,4 milhões de registros de domínios de acordo com o NIC.br, 41 milhões de brasileiros usam a Internet em 2008, cerca de 60 mil usavam no ano de 1995.

Os setores de venda de músicas e vídeos se digitalizam cada vez mais. Por exemplo, enquanto nas prateleiras físicas do Wall-Mart, maior varejista do mundo, são encontrados cerca de 4.5 mil álbuns de CDs em média, o volume de faixas disponíveis pelo site iTunes da Apple supera 6 milhões de arquivos e ainda podem ser adquiridas individualmente por 99 centavos de dólar cada.

Antes exclusividade de “profissionais”, a disponibilidade do acesso à banda larga, os computadores domésticos, as câmeras de foto e vídeo digital cada vez mais baratas, impactaram no baixo custo de produção e tornaram acessíveis a chegada de um arsenal de primeira linha também nas mãos de “amadores”.

Resultado: a produção de conteúdo explodiu nas suas mais diversas frentes (áudio, vídeo, artigos, textos, livros, notícias, etc.) e já não é exclusividade das empresas especializadas em mídia. Amadores movidos pela paixão e pelo dom do conhecimento e estudo fragmentado, já fazem de seus blogs verdadeiros veículos de informação. Multiplicados aos milhares criam uma nova faceta para o próximo desafio da era da Internet: como conseguir a atenção de um número expressivo e crescente de seguidores? Como adaptar-se a este novo momento da humanidade?

A informatização do boca-a-boca já está turbinada digitalmente pelas chamadas “mídias sociais”. Segundo pesquisa do IBOPE / NetRatings, 18,5 milhões de brasileiros acessaram esses ambientes virtuais durante o mês de maio/2008. Um verdadeiro exército de seguidores digitais, agrupados de “forma social”, numa mobilização espontânea pelas recomendações e troca de informações, com o poder da Internet na ponta dos dedos.

Se você pensa que o assunto só tem relação com o Orkut e afins, engana-se.
Abra sua mente, atualize suas informações e passe a conhecer sites com conteúdo em português de: favoritos sociais (Delicious, Bloblogs Bookmarks, Brasilblogs), repositório de blogs (Technorati, Blogblogs, Infoblogs), redes de relacionamentos (Linkedin, Via6, Facebook, MySpace, Ning), nanoblogs (Twitter, Jaiku, Pownce), comunidades e fóruns segmentados (Peabirus, Grupos, InForum), artigos e notícias sociais (Rec6, Linkk, Dihitt, Outrolado, Overmundo), recomendação de conteúdo (Post Social, Addthis, Sharethis).

O trem da história está passando. Suba logo num vagão e deixe também sua contribuição.

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