iBUSCAS Blog
:: Internet • Inovação • Tendências
, um mix de tudo que o iBUSCAS faz na Internet ::
 O que são feeds? O que é RSS ?


  Luana Segatto  |  10/06/2009  às 17h30
* GPN - Gerenciador de Prospecção de Negócios
Dicionário Indígena Digital

Após o Internet Day (www.internetday.com.br) ter sido aprovado pelo Ministério da Cultura, mais um projeto foi finalizado e aguarda análise técnica do MinC sob PRONAC de número: 091808 (Lei Rouanet / Mecenato).

Desta vez, estamos na torcida pelo "Dicionário Indígena Digital". O projeto é um buscador on-line de palavras brasileiras com origem indígena - será como um dicionário, com mais de 30.000 verbetes em diversos dialetos como o Tupi-guarani, Macro-je, Karibe e Aruaque. O conteúdo do dicionário é fruto do estudo de mais de 30 anos de um médico, o Dr. Clóvis Chiaradia, que lançou no ano passado, pela Editora Limiar (que está trabalhando conosco neste projeto), o livro "Dicionário de Palavras Brasileiras de Origem Indígena".
A obra em papel teve excelente repercussão e foi identificada a necessidade de continuação do projeto de forma a agregar periodicamente novas informações e permitir que um público ainda maior possa participar tanto na consulta deste importante material da cultura brasileira, quanto na ampliação de seu conteúdo através da troca do conhecimento coletivo via Internet.  
O acesso ao "Dicionário Indígena Digital" será totalmente gratuito.

Quer patrocinar este projeto? É só entrar em contato conosco!

 comentar (0)    enviar para um amigo      imprimir     permalink          O que é RSS ?

Recomende este conteúdo para mídias sociais:
Brasil e Portugal:  
Mundo:            

  Eduardo Favaretto  |  05/06/2009  às 17h59
* Empreendedor, Especialista em Internet
 Engarrafar um relâmpago para ser um novo Google

Onde você já fez suas buscas de hoje? Nem precisa responder, todos já sabem a resposta: no* (buscador) Google.
Pois é, lá pro final de 1998 estava eu a pensar nas primeiras telas do serviço www.buscas.com.br, que na sua versão anterior foi ao ar no começo de 2000, poucos meses antes do estouro da bolha da Internet e lembro-me muito bem quando vi a primeira vez aquele logo colorido, até mesmo com ar infantil, representando mais um buscador web.

Naqueles tempos, no exterior o Altavista ( www.altavista.com) era a máquina de busca imbatível, sem qualquer concorrente que chegasse perto. Aqui pelo Brasil, o Cadê? ( www.cade.com.br) fazia muito bem seu papel tupiniquim.
Só fui entender melhor porque o Altavista perdeu sua supremacia após ler no ano passado o livro do John Battelle, " The Seach" (A Busca). Em resumo: sucessivos erros gerenciais e perda de foco estratégico. Uma pena.

De lá pra cá, + de 10 anos se passaram (como o tempo passa rápido, né?) e notei que a partir de 2002, a minha lista de "verdadeiros" bons buscadores que eu colecionava [aqueles que possuíam bases de dados próprias] foi ficando cada vez mais resumida. Muitos encerraram a operação, outros foram adquiridos por concorrentes e muitas "fusões" foram ocorrendo neste segmento. É fato que a essência dos mecanismos de buscas continua a mesma, ou seja, são agrupados principalmente pelo tipo de tecnologia que os diferencia, como abordei no artigo " Os diferentes tipos de buscadores", mas começam a surgir variações interessantes deste panorama.

Recentemente soube do lançamento do Wolfram|Alpha (www.wolframalpha.com), que se diz um "motor de busca de conhecimento computacional" (computacional knowledge engine). Seu princípio está na reunião de diversas sistematizações de cálculos numa única ferramenta, que permite "compreender" o que o usuário está pedindo, seja por todo e qualquer modelo conhecido, método ou algoritmo. Por exemplo: se quero saber uma escala musical, uma fórmula química, uma análise estatística de um agrupamento de números, enfim, muitas, muitas outras possibilidades.
Conheci também o FeedMil (www.feedmil.com), um buscador de feeds de RSS, entitulado de "a long tail feed search engine" (mecanismo de busca que pode localizar feeds de nichos específicos) - legal pensar em achar "bons feeds", ou seja, boas fontes de links permanentemente interessantes. Sempre existirão feeds diferentes para gostos diferentes - uma verdadeira cauda longa.
Já falei mais de uma vez do buscador do Twitter (search.twitter.com), que rastreia conversas dos participante do microblog em tempo real - o serviço do Twitter já é um sucesso no Brasil - o buscador, questão de tempo.

Também quero contribuir neste segmento. Há mais de 3 anos estudo uma nova forma para abordar o assunto de buscadores da web - não quero reinventar a roda, mas dar um uso mais eficiente a ela. A tarefa não é fácil, por isso toma tempo e investimento. Conciliar criação com inovação, no mercado de projetos altamente "voláteis" [instantâneos] como o da Internet, com usuários acostumados com a gratuidade absoluta [modelos de negócios eficientes que cativam os usuários são raros], acertar num projeto, torná-lo popular, global e muito rentável é tão difícil como tentar "engarrafar um relâmpago" (alguém por aí já viu um relâmpago dentro de um garrafa?). A brincadeira ou expressão engraçada apenas dá ênfase a uma questão central: atingir o sucesso não é impossível mas é uma tarefa bem complexa.

Com um pouco de esforço diário, chega-se lá... Acredito que a crença, a persistência e a disciplina, fazem as realizações acontecerem. Um bom planejamento estratégico também ajuda: diagnóstico, análise do ambiente, análise interna e elaboração de um refinado plano estratégico.
Ilusão ou sonho, muitos que trabalham no setor de Internet almejam um dia trabalhar no Google - outros pensam em criar um serviço web tão eficiente quanto o Google.
Então, de qual grupo você faz parte?

* Apesar da palavra "google" ser oficialmente considerada feminina - tente perceber que toda menção oficial ao nome da empresa sempre é antecedida pelo artigo "a", "a Google fez", "a Google disse", etc. - eu uso sempre o masculino para referenciar ao buscador, o buscador Google.
Conteúdo Relacionado:
Artigo: Os diferentes tipos de buscadores
Mecanismos de buscas: descubra novas opções
As buscas das buscas: o serviço brasileiro ::buscas.com
Os novos rumos dos buscadores da Internet
As ferramentas de buscas aprenderão com você

 comentar (3)    enviar para um amigo      imprimir     permalink          O que é RSS ?

Recomende este conteúdo para mídias sociais:
Brasil e Portugal:  
Mundo:            

  Luana Segatto  |  21/05/2009  às 13h30
* GPN - Gerenciador de Prospecção de Negócios
Internet Day, aprovado pelo Ministério da Cultura!

Depois de algum tempo de espera e ansiedade, finalmente obtivemos a 1ª resposta para as propostas de projetos Culturais com recursos de Lei Rouanet / Mecenato.

O Ministério da Cultura, aprovou a captação de recursos para o evento Internet Day (www.internetday.com.br).

Realmente, escrever projetos não é uma tarefa fácil, mas, em nosso primeiro caso junto ao MinC, conseguimos nos sair bem. Foi uma experiência adicional para todos nós do iBUSCAS, com o intuito de aperfeiçoamento de nossa metodologia aplicada a projetos.

Agora começa a segunda fase, a captação de recursos, buscar empresas para apoio e patrocínio do evento e definir tudo para que o evento ocorra o mais rápido possível.

Se alguém se interessar em contribuir com este evento é só entrar em contato conosco. E você? Quer participar? =)

 comentar (2)    enviar para um amigo      imprimir     permalink          O que é RSS ?

Recomende este conteúdo para mídias sociais:
Brasil e Portugal:  
Mundo:            

  Luana Segatto  |  24/04/2009  às 11h30
* GPN - Gerenciador de Prospecção de Negócios
Dicas para recomendações no Post

 Dicas para recomendações no Post Social

O Post Social (www.postsocial.com.br) já está quase completando 8 meses de existência e desde sua criação, diversos blogs passaram por lá. Alguns continuaram, outros aparecem de vez em quando, alguns vieram só uma vez e nunca mais e tem os veteranos que todos os dias marcam presença no Post Social.

Ficamos muito felizes com esta repercussão tão boa em tão pouco tempo e pelo reconhecimento da qualidade do serviço, que ainda tem várias melhorias para adaptar e muittaass novidades para os usuários.

Como moderadora do conteúdo do Post Social percebi que, apesar de tudo, ainda existe um pouco de dificuldade em "entender" ou até mesmo "otimizar" as recomendações que são mandadas para lá, afinal, o Post Social não deixa visível o texto na íntegra e por enquanto não permite o "rankeamento" dos posts, logo, os blogueiros de plantão não conseguem mensurar o que acontece com seu post dalí para a frente.

Por isso, eu resolvi escrever este post para dar umas DICAS de como melhorar e agilizar a recomendação e mensurar o resultado em todas as outras redes sociais.

1- Assim que enviar o Link do Post para o POST SOCIAL, é necessário que coloque um trecho inicial de seu texto para que ele fique disponível para leitura e para despertar maior curiosidade dos leitores. É importante lembrar que, o título e o trecho não podem ser iguais.

2- logo após inserir o código de validação, que será enviado para seu e-mail, é necessário LOGAR-SE em cada uma das redes/mídias sociais escolhidas e seguir as instruções de cada uma para a recomendação. Vale lembrar que em quanto mais redes você linkar seu post, maior a quantidade de leitores que chegarão até o seu blog.

IMPORTANTE: Caso você não tenha um Login de acesso nas outras redes/mídias sociais de sua preferência, é necessário criar uma conta para poder enviar conteúdo. O POST SOCIAL NÃO envia automaticamente o conteúdo, pois, as formas de inserir o conteúdo são próprias de cada site.

3- Tendo feito isso e averiguado se seu conteúdo foi realmente inserido nos outros sites você já poderá iniciar uma nova recomendação.

4- Se você já tiver um Login de acesso nas redes de sua preferência e acessa sempre do mesmo computador, deixe sua autenticação já gravada no site, isto agiliza o tempo de recomendação e evita aquela coisa chata (sim eu sei que é chata) de toda vez ter que colocar o Login e senha, mas lembrem-se, isso só é recomendável se você utiliza sempre o mesmo computador pessoal para este tipo de ação.

5- Entre com maior freqüência nos sites das redes que você costuma recomendar seu conteúdo e coloque no sistema de busca do site uma palavra chave referente ao seu post para encontrá-lo mais rapidamente, e por alí você verifica a quantidade de votos e de comentários que seu post possui. Pode acreditar, a probabilidade de haver mais comentários e votos nas redes sociais do que no seu próprio blog é muito grande. Isto acontece não por que seu blog é ruím, mas sim, por que alí ele tem muito mais facilidade de visualização por um público mais extenso, então os leitores acabam comentando por lá que é mais fácil.

Seguindo estas dicas, tenho certeza que sua recomendação será muito melhor aproveitada, você terá mais agilidade para administrar os diversos lugares onde linkou seu post e os usuários terão sempre o seu conteúdo a disposição em qualquer uma das redes sociais que ele visitar.

Espero que estas dicas tenham ajudado. ;)

 comentar (2)    enviar para um amigo      imprimir     permalink          O que é RSS ?

Recomende este conteúdo para mídias sociais:
Brasil e Portugal:  
Mundo:            

  Eduardo Favaretto  |  15/04/2009  às 15h55
* Empreendedor, Especialista em Internet
 O poder do Google e os mecanismos de buscas

Ouvir Entrevista [28min37s]   Galeria de entrevistas

O que você acha do atual poder do Google como ferramenta de busca?

Confira minhas impressões na entrevista concedida ao jornalista Rodrigo Vilas Bôas do Carderno Digital do jornal "A Tarde" de Salvador (BA), em 11/02/2009.
Rodrigo: Aqui é Rodrigo do jornal "A Tarde" de Salvador.

Favaretto: Como vai Rodrigo?

Rodrigo: Tudo ótimo.

Favaretto: Tudo bem também graças a Deus.

Rodrigo: Tá podendo falar agora?

Favaretto: Vamos falar.

Rodrigo: Então vamos lá. Eu estou fazendo uma matéria, a matéria de capa de semana que vem do caderno, é... da importância que o GOOGLE se tornou hoje, de quão importante o GOOGLE se tornou nos dias atuais, para os usuários.

Favaretto: Ok.

Rodrigo: Diz que hoje inclusive, tem como a página principal ao abrir o Explorer o GOOGLE. Já faz parte da rotina da pessoa utilizar o GOOGLE durante a maior parte dos dias.

Favaretto: Perfeito.

Rodrigo: Então assim, eu queria conversar com você sobre... falar sobre os buscadores hoje né, o que é que o buscador precisa ser pra se tornar tão importante e que ajude da melhor forma possível as pessoas a fazerem suas buscas?

Favaretto: Perfeito Rodrigo, eu gostaria do primeiro ponto a destacar neste assunto é essa informação que você disse, que as pessoas usam o GOOGLE já como página principal.

Esse acho que é o maior desafio de qualquer empresa, mesmo as empresas grandes de serviço de buscas junto aos usuários, que é: "fazer com que o usuário pelo menos experimente outro tipo de buscador". E eu não estou falando de empresas pequenas, estou falando aí do Yahoo, da Microsoft, tô falando da ASK, por exemplo. Então este é um grande desafio... a Microsoft não consegue mobilizar, ou pelo menos essas empresas maiores, um grupo grande de usuários que troquem a plataforma do GOOGLE pela plataforma deles. Esse é o grande desafio, ao meu entender, preliminar. O que é possível melhorar disso tudo... a gente tem o padrão GOOGLE como sendo um sinônimo de facilidade de... pelo menos uma tela muito limpa, a informação chega até você ali em poucos instantes, sem ter que passar por vários blocos, ou cadastramento, ou até mesmo banners... enfim, é um ambiente muito "menos poluído" que grandes portais que tem sistema de busca.

Eu acho que esse é um dos principais pontos: melhorar a questão da interface com o usuário. O GOOGLE ele se tornou um padrão, mas, ele não tem a melhor interface - ele tem uma interface limpa. Só que... por exemplo, se você identificar alguns pontos... o sistema de navegação dele de avançar links... você ali tem que ficar praticando o "equilíbrio de pixels", né... pra poder acertar ali: número 1, número 2, página tal... Ali poderia ser melhorado, isso é uma das situações que eu percebo nele mesmo, no próprio GOOGLE, quesitos nesse sentido.
Eu não sei se você sabe, mas, o GOOGLE ele limita, assim como outros buscadores, em até 1000 resultados. Se a sua página for a 1001, você não vai aparecer e sequer alguém vai conseguir achá-lo. Então por mais que exista algoritmos matemáticos que sugiram "olha... sua página não é tão boa quanto as primeiras 1000 que eu estou te mostrando", isso não deveria ser bloqueado, não deveria ser simplesmente esquecido. Então, partindo por esses caminhos ao meu entender são as melhorias básicas.

Agora, eu aposto muito na questão da especialização, de um serviço de busca, um mecanismo de busca temático, com foco em conteúdo específico de acordo com a necessidade do usuário. Eu acho que essa é uma premissa muito grande. O usuário ele tem que ter as suas necessidades atendidas, necessariamente não adianta você ter um buscador mais veloz, o que tenha um banco de dados maior, ou que tenha uma interface bonita, só que se você não atender o que o usuário quer, não adianta. Se você não der a resposta mais precisa, se você não der aquilo que ele precisa efetivamente encontrar, não vai ser interessante, a experiência do usuário fica muito pobre.

Nesse caminho, por exemplo, citar um exemplo, existe um buscador chamado Truveo (www.truveo.com) que ele faz buscas em várias fontes de vídeos. Então, ele não só procura no Youtube, em sites específicos de algum grande player, mas, em vários outros, evidente, sempre com conteúdo legal ou que esteja licenciado para e ali você tem uma experiência rica do usuário que tem interesse em achar vídeos e ele tem essa consulta em vários ambientes. E uma outra situação que eu venho percebendo é... não é só o mecanismo de busca que vai atender o usuário em achar informação mais. Serviços especializados que acabam tendo uma ferramenta de busca dentro deste ambiente especializado, ele pode atender o usuário ou até mesmo uma entidade ou uma empresa em determinado segmento. Por exemplo: não sei se você conhece o SlideShare (www.slideshare.net)?

Rodrigo: Não.

Favaretto: O Slideshare (www.slideshare.net), se você entrar... ele é um ambiente em que pessoas fazem o upload de apresentações. Então, imagina que você é professor, fez uma aula, quer deixar isso disponível não só para os seus alunos como pra comunidade toda, você cria uma conta gratuita no SlideShare e "sobe" essa sua aula, essa sua apresentação no PowerPoint por exemplo. Se você é um palestrante, idem. Em vez de você falar, "olha ,manda um e-mail pra tal endereço que eu envio a palestra pra você no final do evento", pra um grupo de pessoas, você diz: "ó meu endereço no SlideShare é esse aqui." E lá não só está aquela palestra que você deu num determinado dia, como está o acervo todo de suas palestras ao longo do seu período de palestrante. E esse mecanismo ele se torna um repositório de material colaborativo que pode ser facilmente localizado por palavras-chaves e vai atender muito mais o usuário, ao invés de você procurar uma palestra ou uma apresentação, ou material nesse sentido, num buscador generalista como o GOOGLE, por exemplo. Então Slideshare pra esse tipo de situação é ótimo. Eu não sei se você usa o TWITTER?

Rodrigo: Não, não uso não.

Favaretto: Tá, mas já ouviu falar no TWITTER?

Rodrigo: Já, já.

Favaretto: Então, o TWITTER ele é um nanoblog ou um microblogging... na realidade as pessoas colocam até 140 caracteres numa mensagem, disparam pro TWITTER, tem a rede de seguidores e todo este conceito está embutido ali. Só que quase ninguém conhece ou ninguém sabe que existe o buscador do TWITTER.

Rodrigo: Poucas pessoas ainda conhecem o TWITTER, já fiz até matéria sobre isso, poucas pessoas ainda conhecem.

Favaretto: É ele começou a ser bem falado o ano passado, talvez este ano aumente bastante o número de usuários. Ele tem um sistema de buscas, se você procurar search.TWITTER.com (search.twitter.com), você cai no serviço de busca dele que é fantástico! Ele rastreia conversas em tempo real. Então, se está tendo algum evento numa cidade e você sabe que ali tem um grupo de "twitteiros", o pessoal que trabalha constantemente com tecnologia, vai estar reportando alguma coisa pelo TWITTER. Por ali você já consulta em tempo real o que está sendo falado daquele evento, daquele tipo de situação.

Então assim, serviço de busca, ao meu entender ele vai "sair" dessa campânula,  desse ambiente exclusivo de grandes empresas e vai se tornar nicho. Vai ter foco em empresas menores que tenham a especialização do conteúdo.
Isso acho que é um dos primeiros pontos aí pra pensar como tendência. E uma outra situação é que vem ao passar dos meses aí, anos, avançando também, que é a idéia de se trocar a busca por "palavra chave" por "sentenças". Você fazer um ambiente muito mais eficiente, eu diria específico até mesmo, procurando por sentenças. Em linhas gerais se você hoje: "ah, eu quero passar o carnaval em Salvador e estou procurando um hotel"... se você entrar no GOOGLE e colocar lá... "hotel Salvador"... você vai "chorar" (rsrsrs) de tanta coisa que você vai ter que vasculhar. Então hoje, não existe uma solução dessa, mas, é possível prever para os próximos anos, buscadores que utilizam base de dados de entidades que tenha totalizado ou congregado hotéis, com todas as definições precisas, do que tem no hotel... Então, olha se tem quarto pra menor de idade, se aceita criança, valores de diária, se tem acesso a rede Internet no quarto, se é próximo de praia ou é afastado da praia... enfim, todas estas definições você imaginar num banco de dados, você pode criar sentenças, você pode criar perguntas curtas e a pessoa vai especificando cada vez mais o que ela quer. Então olha, eu quero ir pra Salvador... quero ficar X dias, eu quero uma diária abaixo de R$ 1.000, eu vou levar meus filhos, eu vou passar dois dias trabalhando, então eu preciso de Internet no quarto e com isso você vai refinando e a partir daí chega-se a um resultado essa sua busca muito mais precisa.
Então você vai ter que ligar para cinco lugares por exemplo, para tirar suas últimas dúvidas por exemplo ou passar isso para o seu operador de turismo que vai cuidar disso pra você. Então é, a tendência disto acontecer é latente e é necessário até mesmo. Agora, tudo isso vem envolvido com várias tecnologias desde uma simples integração no banco de dados até mesmo a questão da Web Semântica que é defendida aí por vários estudiosos, dentre eles, o Tim Bernes-Lee, não se você conhece?

Rodrigo: Conheço.

Favaretto: Esteve recentemente aí no Campus Party aqui em São Paulo. Ele foi o criador o "pai da Web" em si, o que fez o primeiro acesso web em 1990. Então, assim a semântica ela vai trabalhar muito mais com a questão da interoperabilidade destes dados. Estes dados podem ser trocados ou podem ser comunicados entre sistemas... e esse é um ponto que o serviço de busca vai chegar com a essência muito grande pra reverter pra vida prática do usuário.

Rodrigo: Eu acho que... eu tenho essa sensação... que as pessoas também não sabem fazer pesquisa em site de buscas. Acho que até pelo próprio GOOGLE hoje as pessoas ainda falham muito pra pesquisar, pra refinar mesmo a sua busca.

Favaretto: É... aquela opção "pesquisa avançada", um número muito baixo de usuários que chega até ela. Primeiro ponto é, ninguém tem mais tempo para nada (rsrsrs)... no momento em que você senta na frente de um computador pra fazer algum tipo de consulta você quer resposta de imediato. Você quer, assim, tentar encurtar o caminho ao máximo. Chegar até a "busca avançada" é pra quem tem mais paciência e quem tem interesse ali de peneirar alguma coisa a mais. Só que mesmo assim, a busca avançada pra um sistema generalista como o do GOOGLE, ela não ajuda tanto... Ela pode refinar algo, mas, ela não vai te dar uma solução, assim, de 70-80% do problema. Ela ajuda talvez mais 10 ou 20%.

 
Rodrigo: Qual seria hoje assim os buscadores que estão mais... tem um Gospe, um buscador jurídico, um buscador interessante... São os buscadores especializados... a tendência seria essa? Eu falo assim... porque existe um medo de o GOOGLE se tornar...continuar monopolizando a Internet né? E existe este risco na verdade. Então, assim, O que deveria ser feito pra que isto não continuasse acontecendo?

Favaretto: Olha, esta pergunta é muito difícil de ser respondida.
Eu posso te dar um paralelo com relação com a aquilo que a gente já vivenciou nos últimos, sei lá, 15 anos, 20 anos talvez, com relação ao desktop (computador pessoal). Então, se você pegar o Windows, se não me engano nasceu em 1980 ou 81... a Microsoft tem essa soberania no desktop. Apareceu o Linux com a comunidade trabalhando... foi tendo muitos valores agregados, muitas entidades de renome também adotaram o software livre e, enfim, se você soma, soma, soma a Microsoft ainda está perdurando. A questão hoje é: não é simples virar esse jogo. Não é simples um buscador chegar e falar: "eu ou tirar da cabeça de todas as pessoas o nome GOOGLE e vou colocar um outro nome", ou, "olha sem o GOOGLE a gente não sobrevive". Não, isso é mentira. O GOOGLE ajuda muito, sem o GOOGLE você vai achar outros meios de achar informações. Se hoje você faz uma busca no GOOGLE e ela é de graça... a grande massa de usuários não paga nada. Você vai em qualquer outro buscador você também não paga nada. Mas vamos dize que a partir de hoje Rodrigo, eu sou do GOOGLE e ligo pra você e falo "Rodrigo, todas as buscas que você fizer a partir de hoje, eu vou te cobrar R$ 0,10 por cada uma, pode ser?"

Rodrigo: Não...

Favaretto:  Rsrsrs. Poxa Rodrigo, mas só 10 centavos e você não quer? Me ajudar pagar aqui pra eu crescer o GOOGLE? Ou aumentar (estrutura), ou fazer alguma outra coisa? rsrsrs.

Então você respondeu instantaneamente: "10 centavos você não está disposto a pagar". E seu falar "1 centavo", você vai falar "não pago". A questão é "zero" é diferente de 001. Então esse é o primeiro ponto: por que o GOOGLE não cobra? Porque imediatamente os usuários vão sair do seu ambiente e vão pra outro ambiente.  Então isso já está inscrito no serviço de mecanismo de busca, eu diria, de uma forma geral na Internet a gratuidade é o modelo disponível para os usuários. Este primeiro impacto de cobrar 1 centavo, você já não aceitou, qualquer outro tipo de impacto similar, você também não vai aceitar e você vai procurar outras alternativas. Hoje, essa parte do acesso ao GOOGLE ela está cômoda. Então, todos já se acomodaram, é mais fácil digitar GOOGLE do que "pensar" em algum outro nome. Só que assim, isso não faz bem pra ninguém... é um bem muito "canalizado"... e tudo o que é muito focado para um único nome, não é bom. A solução pra isso é o máximo possível de empresas tentar investir nesse segmento... que não é um segmento simples. Eu to atuando com serviços nesse gênero desde 1999, e a gente tem um serviço pra ser lançado... e, toma tempo constantemente pra qualquer tipo de implementações... você cai em diversas novas modalidades de adaptações que você tem que fazer, pra o mercado poder também aceitar o teu serviço novo e o usuário ele também esta ficando muito, muito, muito exigente.

Então assim, o Yahoo, se ele tropeçar um pouco mais ele perde mais usuários. Fez algumas coisas não deu certo... a Microsoft tentou adquiri-lo e também não deu certo a aquisição... e ficou essa coisa que se estendeu. O usuário tem um pouco de aversão da Microsoft também na Internet, que já tem a empresa como "sócia" do desktop (rsrsrs)... não tem como deixar de usar o Windows, o sistema operacional principal... Então o usuário, acho que na cabeça da maioria ele também não quer dar essa oportunidade pra (usar o buscador) Microsoft. E assim vai...

Então o GOOGLE aproveita um momento que não tem outro concorrente a altura que possa chegar a isso. E eu vou dizer... se tiver empresas que crescem e que tenham habilidades para avançar para esse lado, tudo indica que elas vão ser adquiridas pelo próprio GOOGLE. Então, hoje tem uma empresa chamada PowerSet (www.powerset.com), que fez um buscador que diz eles, que já usa conteúdo semântico. E aí, teve investidores "de peso" que entraram nesse negócio, teve tecnologia que foi desenvolvida pela Xerox (Palo Alto), lá na Califórnia com mais de 30 anos, de reconhecimento de caracteres, com reconhecimento de relações, como se fosse uma "inteligência artificial". Isso tudo está em prática, se você entra no buscador que você utiliza, você percebe que a "experiência do usuário" não é tão boa quanto você utilizar o GOOGLE ou outro buscador alternativo.

Esta discussão vai longe Rodrigo... rsrsrs, não é uma coisa intuitiva... o que tem que ser feita pra acabar com a hegemonia ou monopólio do GOOGLE é uma longa discussão. Eu ainda acho que por intermédio de muitas empresas e especialmente segmentadas, você passa a ter uma diluição disso, mas, desde que você consiga que o seu usuário ou que o público pelo menos teste uma vez e goste bastante do que você está apresentando.

Rodrigo: Porque será que as pessoas não conseguem né...parar de usar tanto o GOOGLE, assim? Eu entrevistei várias pessoas e muitas delas tem como sua página principal na Internet, quando abrem o GOOGLE.

Favaretto: Sim.

Rodrigo: E quando eu pergunto... e se você não usasse o GOOGLE, se o GOOGLE deixasse de existir, qual seria o outro buscador? Teve gente que não soube responder. Então porque será isso? A cultura que se criou de se usar o GOOGLE, sobretudo aqui no Brasil?

Favaretto: Olha se...eu não sei quanto tempo você tem na área de tecnologia... Eu estou desde 1987. Nos primeiros anos da Internet aqui no Brasil, começou comercialmente 1995, você tinha um grande serviço de busca que era o CADÊ.

Rodrigo: Isso.

Favaretto:  E o CADÊ na época tinha em torno de 100 a 120 mil "links" nacionais. Então, você pára pra pensar... naquela época, 1996, 1997, se você falasse, "Que sistema de busca você utiliza no Brasil?" Todo mundo ou a grande maioria falaria: CADÊ. O CADÊ foi adquirido na época pelo Yahoo!, que tornou uma ferramenta complementar deles... e o GOOGLE em 1998 começou a existir propriamente dito. Até antes disso, ainda estava dentro da universidade. E aos poucos a experiência do usuário foi resolvida. Não sei se você recorda o CADÊ, ele cadastrava seu site baseado em alguns campos. Essa informação era verificada manualmente pelos chamados "surfers", pelas pessoas habilitadas a cadastrar site dentro do CADÊ. Então, eles olhavam e falavam "ah esse site é bom, é ruim, dá pra ser encaixado nessa categoria e vamos deixá-lo ali".
Enquanto o CADÊ fazia sei lá, 200 sites por dia, 500 sites por dia enfim, com as pessoas lá fazendo esse tipo de coisa, o GOOGLE tinha o seu spider, o seu robô buscando informação automaticamente em dezenas de milhares de sites.
Então a base de dados do GOOGLE começou a ficar muito maior que a do CADÊ. Então, chegou um determinado momento que aconteceu a "virada". Então você procurava informações no CADÊ, você achava no Brasil, tudo bem, segmentado, mas um número muito, muito pequeno e quase sempre desatualizado. Não havia tempo o suficiente aí, manualmente o pessoal que cuidava disso, os administradores, ativar e otimizar esse banco de dados. Então, eu acho que foi isso... aos poucos o nome CADÊ foi desaparecendo, o próprio Yahoo! não quis, talvez, manter fortemente essa marca aqui no Brasil, se tivesse mantido com bastante rigor, ao meu entender ele poderia ter permanecido. Por exemplo, na China tem um site de busca que se chama Baidu (www.baidu.com). E o Baidu é mais conhecido, mais usado que o próprio GOOGLE. Só que tudo bem, na China tem outros quesitos né? Você tem a questão da língua, que é a dificuldade dos ideogramas, e até "entender" propriamente dito como funcionam as políticas no País. Então, o GOOGLE tropeçou um pouco nesse tipo de ambiente e ele não tem a primeira colocação lá.

Então eu ainda acho que esse é o caminho... se existirem trabalhos segmentados que demonstre competência maior ou foco maior na localização, na segmentação... Acho que a localização é outra coisa muito importante. Se você tem um serviço que te atende, desde seu bairro, desde a sua rua, até o seu país como um todo, isso é uma eficiência muito maior do que um ambiente externo de uma empresa que não tenha uma propriedade local de conhecer tudo. Eu acho que o único jeito seria isso... você fatiar, você falar: "olha, eu vou dividir em alguns grupos de países e tais países podem conseguir ter algo diferente, ou ter algo melhor do que o próprio GOOGLE". Não tem muita saída não Rodrigo (rsrsrs). Agora, a gente pode falar "tão mal" também, ou com interesse de acabar com todo serviço do GOOGLE. O Google tem coisas muito boas, ele ajuda demais, realmente deu um empurrão muito grande na informação. Então hoje a informação se ela for muito bem digerida por quem é autodidata, ou por quem gosta de ler, quem gosta de coletar dados, tal... ela acaba tornando-se conhecimento.
Então, por esse lado a gente tem que agradecer muito. Muita gente hoje tem parte do conhecimento por que adquiriu informação pela Internet. Não tem como não dizer isso, negar isso.

Rodrigo: Então tá bom Eduardo, eu lhe agradeço, a idéia era basicamente essa.

Favaretto: Ótimo.

Rodrigo:  Eu queria saber um pouco de você... eu li algo, um artigo se não me engano, seu, que você falava sobre... das plataformas móveis e eu achei muito interessante... porque a tendência realmente é essa né? Surgirem mais serviços oferecendo informações né?

Favaretto: É... então, a informação até então, se a gente pensar na época do CADÊ ou até alguns anos anteriores, sei lá, imagina 2003, 2004, você praticamente achava documento, achava texto. De lá pra cá, o conteúdo multimídia... imagem, fotos, figuras, vídeos, apresentações, que eu estava comentando do PowerPoint, você pegar documentos em PDF, livros até mesmo... passaram a exigir muito mais de um buscador. Então, hoje o repositório de dados para você abranger é muito maior. Então, ainda assim, quando você pensar... a gente ta começando a migrar pra os Smartphones, pros celulares que são "inteligentes", conectados a Internet... imagina cidades inteiras com a disponibilidade de rede WiFi gratuita, até mesmo.
Então se você está com celular desses, você se conecta na Web, você está com a Web móvel na mão. Então, pra isso você identificar um mapa, achar um local, identificar na circunvizinhança ou nos arredores, determinadas lojas de produtos que você tá precisando ou restaurante ou até mesmo casa de show, locais que você queira encontrar seus amigos... Então já tem como você associar uma coisa na outra. Então, você tem seus amigos cadastrados num determinado serviço... aí você posiciona onde você está e pede pro sistema identificar quais os seus amigos que estão por perto . Então, este tipo de facilidade também, atrelado aos sistemas de buscas... eles vão trazer muita inovação assim, prática e útil pra vida das pessoas.

Rodrigo: Essa é a tendência né Eduardo?

Favaretto: Sem dúvida. A Web Móvel... não tem como fugir, se você pensar em termos de número de usuários... hoje o Brasil já tem estatísticas que falam em torno 60 milhões de usuários de Internet no próprio computador... ou que acessa de qualquer lugar, tanto de casa, quanto de trabalho, na escola e tal. E se você olhar o número de celulares ou o número de aparelhos móveis, passam de 130 milhões já. Então, você tem mais gente com aparelho móvel do que computador, em teoria. Isso no mundo a situação é similar. Você tem 1 milhão e 700 milhões de usuários que acessam a Internet (via computador)... você deve ter no mínimo o dobro disso de usuários de celulares. Então, no mínimo entre 3 a 4 bilhões de aparelhos celulares no mundo. Esta é uma questão de facilidade. E esse celular pra você hoje ele é, sua agenda, ele é a tua câmera fotográfica (rsrsrs), e a partir do momento que integrar sistema de busca com localização, mapas, tal, então sem duvida vai ser um aparelho que você vai usar muito. Ao meu entender, até mais que seu próprio computador.

Rodrigo: Então tá bom Eduardo, eu lhe agradeço bastante.

Favaretto: Ok Rodrigo, eu agradeço também.
 
Conteúdo Relacionado:
Artigo: Os diferentes tipos de buscadores
Mecanismos de buscas: descubra novas opções
As buscas das buscas: o serviço brasileiro ::buscas.com
Os novos rumos dos buscadores da Internet
As ferramentas de buscas aprenderão com você
  

 

 comentar (0)    enviar para um amigo      imprimir     permalink          O que é RSS ?

Recomende este conteúdo para mídias sociais:
Brasil e Portugal:  
Mundo:            

  Eduardo Favaretto  |  12/02/2009  às 15h07
* Empreendedor, Especialista em Internet
 A morte do e-mail marketing em massa  

Pensou em disparar uma grande quantidade de e-mails para divulgar seu negócio? Está confiante que fará um SPAM saudável? Pense melhor. Saiba por que as ações de marketing eletrônico serão cada vez mais individualizadas. Conteúdo e desejos caminharão juntos.

Em tempos de falatório de crise, redução de custos, procura desenfreada por clientes, eu começo a notar certa agitação ou ansiedade no mercado, pelo simples aumento da quantidade de e-mails que recebo.

Quando a comunicação precisa ser instantânea e rica em detalhes gráficos e hyperlinks, nada melhor que seja feita via e-mail.
Mas ultimamente falta imaginação para os dirigentes ou o pessoal dos departamentos de marketing das companhias - eles ainda acreditam que o envio freqüente de e-mails, para o maior número possível de contatos cadastrados é a solução. Uma arte final, alguns títulos destacados, duas ou três fotos. Pronto, é só disparar e aguardar o telefone tocar ou o site entupir de visitantes anônimos, quase desconhecidos. E daí? Qual é o passo seguinte?
Essa atitude barata e rápida (olha o pretexto da crise...), nem sempre muito pensada, pode fazer o tiro sair pela culatra, ou seja, ao invés de atrair a atenção de potenciais consumidores, pode causar a repulsa, o distanciamento, a aversão dos mesmos pelas marcas, produtos ou serviços divulgados eletronicamente em tais mensagens.

Acompanhe meu raciocínio. Sou tão fanático pela comunicação via e-mail que monitoro um de meus mais antigos e-mails desde 1999. Nestes quase 10 anos de uso tenho certeza absoluta que estou cadastrado nas mais variadas Listas de SPAM, além das Listas de E-mail Marketing. E o número destas listas cresce dia-a-dia.


O primeiro tipo, o SPAM, dispensa comentários - representa o tão conhecido lixo eletrônico. Tudo que não serve pra quase nada está lá. Texto ruim, produto ruim, serviço ruim. É o atacadão da comunicação inútil. O segundo tipo, o E-mail Marketing, é o termo marketeiro para dizer que não é uma mensagem tão inútil assim. Talvez algum dia você tenha até autorizado a recebê-la (nem sempre), mas cada dia que passa você se arrepende de tal autorização.

Se nem empresas reconhecidas no mercado real e virtual, como Submarino, Abril (Direct), OfficeNet (Staples), Net TV, e muitas outras, não conseguem colocar em prática técnicas eficientes de relacionamento eletrônico, imaginam as pequenas e médias empresas, tão desconhecidas quantos seus produtos ou serviços...

Por outro lado acho legal o trabalho da Livraria Cultura, da Dotz, da Videolar, da HSM, mas ainda acho que existe espaço para melhorias.
Talvez teremos que "surtar" como fez Chris Anderson, editor chefe da Revista Wired que em setembro de 2007 publicou em seu blog uma lista de mais de 300 contatos de empresas de PR que entupiam sua caixa postal periodicamente com lixo eletrônico.
Título do post: "Sorry PR people: you're blocked".

Concluo: o e-mail marketing em massa já morreu.
Polêmica a parte, ainda sou otimista, acho que há vida para uma nova forma de divulgação eletrônica. Acredito num refinamento, numa mudança de foco, num quesito muito simples: uma ponta direciona conteúdo de qualidade para atender desejos reais na outra ponta.

Batizo isso de "Unique Mail" ou "E-mail Único". Explico melhor: cada e-mail que você receber ou enviar deverá ser único. Caso contrário ele não surtirá efeito, não transmitirá nada, não terá sentido, não atenderá qualquer necessidade - nem as suas (se foi você que enviou), nem as de seus contatos (destinatários).

É a volta da comunicação individualizada, inteligente, que agregue valor a alguém e também a você e a seu negócio, a sua marca, seu produto, seu serviço.
Nos dias de hoje não temos tempo para mais nada - muito menos para ler o spam-marketing dos amigos (quiçá dos "fornecedores"...). Queremos sim nossos desejos atendidos também na comunicação digital.
Dê-me um bom motivo para ler uma de suas mensagens eletrônicas - farei com prazer e ainda retribuirei. Estamos combinados?

 comentar (10)    enviar para um amigo      imprimir     permalink          O que é RSS ?

Recomende este conteúdo para mídias sociais:
Brasil e Portugal:  
Mundo:            
   posts anteriores

posts mais recentes  

   
 

O que são feeds?
O termo "feeds" vem do verbo em inglês "alimentar". Com um tipo de programa conhecido como "feeds reader" ou agregador você recebe as atualizações de conteúdo de sites escolhidos sem ter que visitá-los.

O que é RSS?
O formato RSS 2.0 significa "Really Simple Syndication", é um padrão de arquivo XML que contém dados agrupados por "tags" específicas. É amplamente utilizado pela comunidade dos blogse sites de notícias para compartilhar as suas últimas novidades.